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1 de novembro de 2026 · Domingo de Todos os Santos · Não precisa entrar na conta

Sermão de 1º de novembro: textos para escolher — Todos os Santos

Os três textos deste domingo falam de quem são os santos de Deus, mas de ângulos diferentes: um olha para a glória futura, outro para a identidade presente, outro para o caráter de quem sofre agora. Compare as opções abaixo e escolha a que mais conversa com a sua igreja neste domingo.

Qual texto você vai pregar neste domingo?

Estes são textos em que o sermão pode se apoiar neste domingo. A ordem não é um ranking: leia as apresentações e toque no que lhe chamar a atenção; ele abre logo abaixo.

EvangelhoMateus 5:1-12A felicidade ao contrárioSe você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre o que Jesus chama de felicidade, bem diferente do que a igreja costuma esperar.Para quem serve Serve bem para uma congregação cansada, que precisa ouvir que Deus vê quem chora, quem é perseguido e quem não tem poder.Ponto de atenção Tome cuidado para não transformar as bem-aventuranças numa lista de regras para ganhar a bênção de Deus.Ler este ↓Epístola1 João 3:1-3Filhos agora, mais ainda depoisSe você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre a identidade que já temos como filhos de Deus e a esperança do que ainda vamos ser.Para quem serve Serve bem para quem está numa fase de dúvida sobre pertencimento, ou para uma igreja que precisa reafirmar quem é diante de Deus antes de falar do que fazer.Ponto de atenção Tome cuidado para não deslizar da identidade de filho para um discurso de autoajuda sobre autoestima.Ler este ↓Antigo TestamentoApocalipse 7:9-17Uma multidão que ninguém consegue contarSe você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre a esperança de um povo imenso, de todas as nações, reunido diante do trono depois do sofrimento.Para quem serve Serve bem para um domingo de memória dos que morreram, ou para uma igreja que atravessa perseguição, perda ou luto recente.Ponto de atenção Tome cuidado com os detalhes apocalípticos: a tentação é parar no cenário e esquecer de explicar o que ele significa para quem sofre hoje.Ler este ↓

Os textos seguem o Lecionário Comum Revisado (RCL); os de “Ocasião” são opções que acrescentamos conforme a data. Se sua igreja segue o próprio calendário ou prega livro por livro, continue como de costume.

Evangelho

Mateus 5:1-12 A felicidade ao contrário

Se você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre o que Jesus chama de felicidade, bem diferente do que a igreja costuma esperar.

O texto num relance

  1. Jesus sobe o monte e começa a ensinar a uma multidão de pessoas comuns.
  2. Ele chama de felizes justamente os que a sociedade considera fracos: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os perseguidos.
  3. A lista termina lembrando que esses mesmos discípulos vão sofrer perseguição, como os profetas antes deles.

Caminhos que o sermão pode tomar

A bênção que já começou

Você pode pregar as bem-aventuranças como descrição do presente, não só promessa futura, mas isso custa explicar por que a dor continua agora.

Retrato do próprio Jesus

Dá para ler as bem-aventuranças como autorretrato de Cristo antes de serem mandamento para o ouvinte; o preço é que a aplicação fica mais indireta.

Identidade antes de comportamento

Você pode tratar os versos como identidade dada por Deus, não conquista moral; o risco é esvaziar o peso ético que o texto também carrega.

Onde os sermões costumam escorregar

Virar lista de tarefas

É fácil transformar cada bem-aventurança numa virtude para o ouvinte produzir, perdendo o tom de dom e consolo do texto.

Espiritualizar a dor real

Pregadores às vezes tratam o choro e a perseguição como metáfora, esquecendo que Jesus fala de gente que sofre de verdade.

Três coisas para conferir na gravação depois

  1. Quantas das oito bem-aventuranças o sermão realmente explicou, e quantas foram só citadas de passagem?
  2. O sermão disse, em algum momento, que a bênção é um presente de Deus, e não um prêmio por bom comportamento?
  3. O sermão deu algum exemplo concreto de alguém da igreja ou da cidade que vive uma dessas bem-aventuranças hoje?

Uma aplicação para esta semana

Esta semana, visite ou ligue para uma pessoa da igreja que está de luto e simplesmente escute, sem tentar resolver a dor dela.

Pesquisa recente sobre este texto

  • Zawadi Job Kinyamagoha (2025). “Blessed are those who mourn” (Matt. 5:4): A Contextual Reflection. Scriptura. Ver o artigo

    Segundo o resumo, o lamento em Mateus 5.4 não é fraqueza nem apenas emoção, mas um processo que a comunidade cristã é chamada a viver diante de Deus, ligado ao arrependimento e à esperança do Reino.

    Que diferença faz pregar o choro como parte do caminho de fé, e não como algo a ser evitado?

  • PhD Rev. Fr. George Odafe, Bulus Audu Makama, PhD Assoc. Prof. Zechariah Bulus Takore, Philemon Cletus Gado (2026). Blessed Are the Peacemakers: Matthew 5:9 And The Impossibility of the Kingdom Ethics in Northern Nigeria. Iconic Research and Engineering Journals. Ver o artigo

    Segundo o resumo, o chamado a ser pacificador em Mateus 5.9 continua exigente mesmo em contextos marcados por violência prolongada, o que revela o quanto essa ética é radical, não impraticável.

    Como a igreja local pode exercitar esse papel de pacificadora em conflitos concretos da própria comunidade?

↑ Qual texto você vai pregar neste domingo?

Epístola

1 João 3:1-3 Filhos agora, mais ainda depois

Se você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre a identidade que já temos como filhos de Deus e a esperança do que ainda vamos ser.

O texto num relance

  1. João lembra aos leitores que o amor do Pai os tornou filhos de Deus, algo que o mundo não reconhece.
  2. Ele admite que ainda não sabemos exatamente como seremos, mas afirma que seremos semelhantes a Deus quando ele se manifestar.
  3. Por causa dessa esperança, João conclui que quem crê nisso se purifica, como Deus é puro.

Caminhos que o sermão pode tomar

Já e ainda não

Dá para pregar a tensão entre a identidade de filho que já temos e a transformação que ainda falta; custa resistir à tentação de resolver a tensão rápido demais.

O que o mundo não reconhece

Você pode focar em como ser filho de Deus parece estranho aos olhos de fora; o preço é que o sermão corre risco de soar vitimista se não houver equilíbrio.

Pureza como resposta à esperança

É possível pregar a purificação do versículo 3 como fruto da esperança, não como condição para ser aceito; isso exige cuidado para não parecer que anula a conversa sobre o pecado logo a seguir.

Onde os sermões costumam escorregar

Transformar em terapia de autoestima

O texto fala de identidade diante de Deus, não de autovalorização psicológica, e é fácil confundir as duas coisas no púlpito.

Pular a tensão do ainda não

Alguns sermões afirmam só a glória futura e esquecem que o texto também fala da vida real e incompleta de agora.

Três coisas para conferir na gravação depois

  1. O sermão explicou a diferença entre o que já somos agora e o que ainda seremos, segundo o texto?
  2. Quantas vezes o sermão usou a expressão filho de Deus para descrever a identidade do ouvinte?
  3. O sermão conectou a esperança do versículo 3 com alguma atitude prática da semana, ou ficou só no plano da emoção?

Uma aplicação para esta semana

Nesta semana, ligue para uma pessoa da sua família e conte uma mudança concreta que você quer fazer por se lembrar de que é filho de Deus.

Pesquisa recente sobre este texto

  • Dawid Ledwoń (2025). The Hope of Being Similar to God in 1 John 2:28–3:10. The Biblical Annals. Ver o artigo

    Segundo o resumo, o texto de 1 João 2.28–3.10 liga a esperança de sermos semelhantes a Deus à obra conjunta do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e essa esperança deveria moldar como vivemos em comunidade, com respeito, perdão e serviço.

    Como a esperança de ser semelhante a Deus muda o jeito como tratamos as pessoas ao nosso redor, mesmo fora da igreja?

↑ Qual texto você vai pregar neste domingo?

Antigo Testamento

Apocalipse 7:9-17 Uma multidão que ninguém consegue contar

Se você escolher este texto, o sermão vira um sermão sobre a esperança de um povo imenso, de todas as nações, reunido diante do trono depois do sofrimento.

O texto num relance

  1. João vê uma multidão incontável, de todo povo e língua, de pé diante do trono e do Cordeiro, vestida de branco.
  2. Um dos anciãos explica que esse é o povo que saiu da grande tribulação e lavou suas vestes no sangue do Cordeiro.
  3. A cena termina com a promessa de que Deus vai enxugar toda lágrima dos olhos desse povo.

Caminhos que o sermão pode tomar

Consolo para quem perdeu alguém

Dá para pregar a cena como consolo concreto para quem está de luto; o custo é precisar lidar com perguntas sobre o que acontece depois da morte sem fingir mais certeza do que o texto dá.

Um povo maior que qualquer fronteira

Você pode destacar que a multidão vem de toda nação, tribo e língua, questionando divisões étnicas e nacionais na igreja de hoje; isso exige coragem para aplicar à realidade local.

A tribulação antes da cena

É possível pregar sobre o caminho de sofrimento que antecede a cena de glória; o preço é entrar em debates sobre quando e como essa tribulação acontece, onde cristãos sinceros discordam.

Onde os sermões costumam escorregar

Virar mapa de datas futuras

É comum transformar o texto num quebra-cabeça de cronologia do fim dos tempos, perdendo o consolo pastoral da cena.

Ignorar o sofrimento real por trás da imagem

Alguns sermões ficam só na beleza da visão e não mencionam que o texto fala de gente que atravessou grande aflição.

Três coisas para conferir na gravação depois

  1. O sermão nomeou, em algum momento, uma situação real de sofrimento ou perda da própria congregação?
  2. Quantas vezes o sermão tentou datar ou localizar a grande tribulação em vez de explicar seu papel na visão?
  3. O sermão mencionou a diversidade de nações e línguas da multidão, e disse algo sobre isso para a igreja local?

Uma aplicação para esta semana

Escreva o nome de alguém da igreja que já morreu e que você gostaria de homenagear, e mande uma mensagem para a família dessa pessoa antes do domingo.

↑ Qual texto você vai pregar neste domingo?

Dos artigos acadêmicos recentes (a partir de 2023), escolhemos só os que podem ajudar o pregador a ler este texto. As citações vêm do OpenAlex e do Crossref e cada DOI foi conferido; os resumos parafraseiam apenas o resumo do artigo. Um resumo parafraseado não substitui o argumento. Leia o próprio artigo antes de usá-lo num sermão. Não conferimos a classificação da revista nem o rigor da revisão por pares: os artigos foram escolhidos só pela relação com o texto.

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